Livreto Celebrativo | Solene Tomada de Posse do Arcebispo do Ceará


  SOLENE  TOMADA DE POSSE

COM

II VÉSPERAS

CATEDRAL DE SÃO JOSÉ, FORTALEZA
XXX.IX.MMXXVI

SÃO JERÔNIMO, PRESBÍTERO E DOUTOR DA IGREJA
—————————–————

PROCISSÃO DE ENTRADA

1. Estando todos em seus devidos lugares, usando a veste coral que lhes é devida, o presidente adentra pelo corredor acompanhado por dois ministros auxiliares e pelos cerimoniários, enquanto se canta o Hino Cheios de esperança estamos aqui.

RITO DE POSSE

2. Chegando ao altar, o presidente o beija e, depois, se dirige à sede presidencial, previamente preparada. E, se da a leitura da Bula de Nomeação:

L. 

BENEDICTUS EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI

Ao venerável irmão Cardeal Antônio Matheus Carneiro,
até então Vigário-Geral da Diocese de Roma,
 nomeado Arcebispo Coadjutor do Ceará, saudação e bênção apostólica.

A missão confiada aos Pastores da Igreja nasce do chamado de Cristo, que continua a dizer àqueles que escolhe para o seu serviço: «Segue-me» (Mt 9,9). Como Mateus, chamado pelo Senhor no meio de sua vida cotidiana, também cada pastor é convidado a deixar-se conduzir pela graça e a colocar seus dons a serviço do Evangelho. O ministério episcopal não é busca de honra, mas resposta generosa àquele que chama, envia e confia o seu povo aos cuidados de seus pastores. Por isso, recordamos ainda as palavras d do próprio Cristo: «Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas» (Jo 10,11).

Desta forma, considerando a necessidade pastoral da Arquidiocese do Ceará, desejando prover esta Igreja Particular de um Pastor que possa conduzi-la com sabedoria, zelo apostólico e espírito de comunhão, e tendo em vista a experiência eclesial, a dedicação ao serviço do povo de Deus e o amor à Igreja demonstrados por Sua Eminência Reverendíssima Antônio Matheus Carneiro, até o presente momento Vigário-Geral da Diocese de Roma, depois de madura reflexão, oração e discernimento, nomeamos e constituímos o Nosso venerável irmão Cardeal Antônio Matheus Carneiro, Arcebispo Coadjutor do Ceará, confiando-lhe o cuidado pastoral desta Arquidiocese, para que seja entre seu povo pai, mestre e pastor, anunciando a Palavra de Deus, celebrando os mistérios da fé e promovendo a santificação de todos os que lhe forem confiados.

Ao assumir esta nova missão, querido irmão, recordai que aquele que recebe a autoridade na Igreja é chamado antes de tudo ao serviço. Assim como Cristo ensinou: «Quem quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que vos serve» (Mt 20,26), procurai exercer vosso ministério com humildade, proximidade e caridade pastoral. Tendo recebido o chamado do Senhor, como Mateus, não cesseis de responder com generosidade, fazendo de vossa vida um constante «sim» à missão que vos é confiada. Que vossa palavra seja fiel ao Evangelho, vosso governo marcado pela prudência e vosso coração sempre aberto aos pobres, aos jovens, às famílias, aos enfermos e a todos aqueles que procuram na Igreja uma palavra de esperança.

Exortamos, portanto, o clero, os religiosos e religiosas, os seminaristas, as comunidades, pastorais, movimentos e todo o povo fiel da Arquidiocese do Ceará a acolherem seu novo Arcebispo Coadjutor com espírito de fé, comunhão e caridade, colaborando com ele na missão evangelizadora. Que todos, unidos como um só corpo em Cristo, possam recordar a exortação do Apóstolo Paulo: «Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados» (Ef 4,4). E ao querido Cardeal Antônio Matheus, dizemos com as palavras do Senhor: «Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi e vos constituí para irdes e produzirdes fruto» (Jo 15,16).

Que a Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja e Senhora da Assunção, acompanhe vosso ministério e cubra com sua maternal proteção toda a Arquidiocese do Ceará; que São Mateus Apóstolo, testemunha daquele primeiro «Segue-me», vos ajude a permanecer sempre disponível ao chamado de Cristo. E que o Espírito Santo vos conceda sabedoria, coragem e caridade para conduzir o povo que hoje vos é confiado.

Determinamos que a presente Bula seja tornada pública e devidamente registrada, produzindo seus efeitos a partir da solene posse canônica do novo Arcebispo.

Datum Romae, apud Sanctum Petrum, die vicesimo secundo mensis Septembris, anno Domini bis millesimo vicesimo sexto, secundo Pontificatus Nostri.

2. Ao fim da leitura da Bula, todos dizem:
℟. Graças a Deus.

3. Convém que o Bispo que iniciou a celebração diga algumas palavras sobre o ministério do Bispo, ao fim de suas palavras, entrega o báculo pastoral ao novo Bispo, e o entrega sua cátedra.

4. O novo Bispo Diocesano, de mitra, portando o báculo, assenta-se na cátedra. Pode-se cantar um canto apropriado.

5. Neste momento, o representante do clero, profere as palavras de acolhida e em seguida todo o clero diocesano se dirige a cátedra para saudar o seu pastor.

6. O Chanceler do bispado, ou um outro presbítero designado, lê a Ata da Posse.

Aos trinta dias do mês de setembro do Ano dois mil e vinte e seis às vinte horas, na catedral São José, Sé Arquidiocesana, na presença do  Revmo. Sr. Dom Luiz Fernando, Núncio Apóstolico do Brasil, dos demais senhores arcebispos e bispos presentes, na presença ainda dos sacerdotes, religiosos e dos fiéis, tomou posse como arcebispo metropolitano do Ceará o Emmo. e Revmo. Sr. Antônio Matheus Cardeal Carneiro. No início da cerimônia, após a apresentação do novo bispo, feita por Dom Luiz Fernando, este pediu  que desse conhecimento a todos os presentes da nomeação canônica de Dom Antônio Matheus Cardeal Carneiro como arcebispo do Ceará, lendo as Letras Apostólicas de nomeação, emanadas do Vaticano. Após a leitura do documento, Dom Luiz Fernando entregou o báculo pastoral e a cátedra a Dom Antônio Matheus Cardeal Carneiro, dando posse ao novo arcebispo, que presidiu à Solene Celebração das Vésperas. Para constar foi lavrada a presente ata, que vai por mim assinada, Mons. Guilherme Lucchese, testemunha de tal posse, bem como por Antônio Matheus Cardeal Carneiro,  e ainda por todos os demais senhores arcebispos e bispos presentes, pelos membros do Colégio de Consultores e por representantes dos fiéis leigos.
Fortaleza, trinta de setembro do ano dois mil e vinte seis.

7. Após a leitura da Ata, o leitor e o novo bispo a assinam.

INVITATÓRIO

8. O Arcebispo agora empossado se aproxima ao altar, incensa-o e, depois, se retorna à sede presidencial. E, enquanto todos fazem sobre si o sinal da cruz, diz:

℣. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
℟. Socorrei-me sem demora.

O presidente prossegue:

℣. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
℟. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

HINO

9. Ainda de pé, todos recitam o hino, intercalando entre si cada estrofe.

Tradutor e exegeta da Bíblia,
foste um sol que a Escritura ilumina;
nossas vozes, Jerônimo, escuta:
nós louvamos-te a vida e a doutrina.

Relegando os autores profanos,
o mistério divino abraçaste,
qual leão, derrubando os hereges,
as mensagens da fé preservaste.

Estudaste a palavra divina
nos lugares da própria Escritura,
e, bebendo nas fontes o Cristo,
deste a todos do mel a doçura.

Aspirando ao silêncio e à pobreza,
no presépio encontraste um abrigo;
deste o véu a viúvas e virgens,
Paula e Eustáquia levaste contigo.

Pelo grande doutor instruídos,
proclamamos, fiéis, o Deus trino;
e ressoem por todos os tempos
as mensagens do livro divino.

SALMODIA

10. Todos se sentam. O presidente recita a antífona e o coro recita o salmo.

1ª Ant. Aguardemos a bendita esperança
e a vinda gloriosa do Senhor.

Salmo 61(62)

A paz em Deus
Que o Deus da esperança vos encha da alegria e da paz em vossa vida da fé (Rm 15,13).

–2 Só em Deus a minha alma tem repouso, *
porque dele é que me vem a salvação!
–3 Só ele é meu rochedo e salvação, *
a fortaleza, onde encontro segurança!

–4 Até quando atacareis um pobre homem, *
todos juntos, procurando derrubá-lo,
– como a parede que começa a inclinar-se, *
ou um muro que está prestes a cair?

–5 Combinaram empurrar-me lá do alto, *
e se comprazem em mentir e enganar;
– enquanto eles bendizem com os lábios; *
no coração, bem lá do fundo, amaldiçoam.

–6 Só em Deus a minha alma tem repouso, *
porque dele é que me vem a salvação!
–7 Só ele é meu rochedo e salvação, *
a fortaleza, onde encontro segurança!

–8 A minha glória e salvação estão em Deus; *
o meu refúgio e rocha firme é o Senhor!
=9 Povo todo, esperai sempre no Senhor, †
e abri diante dele o coração: *
nosso Deus é um refúgio para nós!

–10 Todo homem a um sopro se assemelha, *
o filho do homem é mentira e ilusão;
– se subissem todos eles na balança, *
pesariam até menos do que o vento:

–11 Não confieis na opressão, na violência *
nem vos gabeis de vossos roubos e enganos!
– E se crescerem vossas posses e riquezas, *
a elas não prendais o coração!

=12 Uma palavra Deus falou, duas ouvi: †
"O poder e a bondade a Deus pertencem, *
pois pagais a cada um conforme as obras".

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Aguardemos a bendita esperança
e a vinda gloriosa do Senhor.

11. O presidente recita a antífona e o coro recita o salmo.

2ª Ant. Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,
e sua face resplandeça sobre nós! †

Salmo 66(67)

Todos os povos celebram o Senhor
Sabei que esta salvação de Deus já foi comunicada aos pagãos (At 28,28).

–2 Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, *
e sua face resplandeça sobre nós!
–3 † Que na terra se conheça o seu caminho *
e a sua salvação por entre os povos.

–4 Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, *
que todas as nações vos glorifiquem!

–5 Exulte de alegria a terra inteira, *
pois julgais o universo com justiça;
– os povos governais com retidão, *
e guiais, em toda a terra, as nações.

–6 Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, *
que todas as nações vos glorifiquem!

–7 A terra produziu sua colheita: *
o Senhor e nosso Deus nos abençoa.
–8 Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, *
e o respeitem os confins de toda a terra!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,
e sua face resplandeça sobre nós! †

12. No cântico que se segue, o presidente recita a antífona e o coro o Cântico.

3ª Ant. Em Cristo é que tudo foi criado,
e é por ele que subsiste o universo.

Cântico Cf. Cl 1,12-20

Cristo, o Primogênito de toda a criatura
e o Primogênito dentre os mortos

=12 Demos graças a Deus Pai onipotente, †
que nos chama a partilhar, na sua luz, *
da herança a seus santos reservada!

R. Glória a vós, primogênito dentre os mortos!

=13 Do império das trevas arrancou-nos †
e transportou-nos para o reino de seu Filho, *
para o reino de seu Filho bem-amado,
–14 no qual nós encontramos redenção, *
dos pecados remissão pelo seu sangue. (R.)

–15 Do Deus, o Invisível, é a imagem, *
o Primogênito de toda criatura;
=16 porque nele é que tudo foi criado, †
o que há nos céus e o que existe sobre a terra, *
o visível e também o invisível. (R.)

= Sejam Tronos e Poderes que há nos céus, †
sejam eles Principados, Potestades: *
por ele e para ele foram feitos.
–17 Antes de toda criatura ele existe, *
e é por ele que subsiste o universo. (R.)

=18 Ele é a Cabeça da Igreja, que é seu Corpo, †
é o princípio, o Primogênito entre os mortos, *
a fim de ter em tudo a primazia.
–19 Pois foi do agrado de Deus Pai que a plenitude *
habitasse no seu Cristo inteiramente. (R.)

–20 Aprouve-lhe também, por meio dele, *
reconciliar consigo mesmo as criaturas,
= pacificando pelo sangue de sua cruz †
tudo aquilo que por ele foi criado, *
o que há nos céus e o que existe sobre a terra. (R.)

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém

Ant. Em Cristo é que tudo foi criado,
e é por ele que subsiste o universo.

LEITURA BREVE
Tg 3,17-18

13. Um dos ministros auxiliares se levanta e se dirige ao ambão, de onde recita a leitura breve.

A sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz.

LEITURA LONGA
Is 54

14. Um dos ministros auxiliares se levanta e se dirige ao ambão, de onde recita a leitura longa.

Canta, ó estéril, tu que não mais dás à luz! Explode de alegria e dá vivas, tu que já não tens as dores do parto! Pois os filhos da mulher abandonada são mais numerosos que os da casada, diz o Senhor! Alarga o espaço de tua tenda, ligeira estende a tua lona — nada de economia — estica a corda, finca a estaca! Para todos os lados irás te expandir, a tua descendência conquistará nações que virão repovoar as cidades abandonadas. Não tenhas medo, não ficarás desapontada! Não fiques com vergonha, não há motivo de corar o rosto! Deverás esquecer para sempre a vergonha que passavas na juventude, nunca mais hás de lembrar as desilusões do tempo de viúva. Pois teu marido é o teu criador, Senhor dos exércitos é o seu nome! Quem te resgata é o Santo de Israel! Ele será chamado o Deus de toda a terra! Mulher abandonada e aflita, o Senhor te chama. Esposa da juventude um dia abandonada, contigo fala o teu Deus. Por um breve instante eu te abandonei, com imenso amor de novo te recolho. Na raiva, por um momento eu te escondi meu rosto, com amor eterno voltei a me apaixonar por ti. É o que diz o Senhor, teu redentor. Como nos tempos de Noé, agora faço a mesma coisa: A ele jurei que nunca mais derramaria dilúvio sobre a terra, da mesma forma agora eu juro que nunca mais terei raiva de ti, que nunca mais vou castigar-te. Mesmo que as serras mudem de lugar, ou que as montanhas balancem, meu amor para contigo nunca vai mudar, minha aliança perfeita nunca há de vacilar — diz o Senhor, o teu apaixonado. Pobrezinha, flagelada e sem consolo, agora vou assentar as tuas pedras com argamassa de rubis, teu alicerce eu faço de safira, as muralhas faço de diamante e as portas, de cristal, eu te cerco toda de pedras preciosas. Teus filhos serão todos discípulos do Senhor e grande será a felicidade deles. Serás alicerçada na justiça. Longe estarás do opressor e não precisarás ter medo, longe do terror, que não mais se aproximará de ti. Se alguém, acaso, te atacar, não será de minha parte. Quem quiser atacar-te, cairá à tua frente. Olha! Fui eu quem criou o ferreiro que sopra as brasas no fogo e produz ferramentas de trabalho. E também fui eu quem criou o homem violento e destruidor. Qualquer ferramenta forjada contra ti jamais terá sucesso. Toda boca que contra ti depuser no tribunal, condenarás. Esse será o prêmio dos servos do Senhor, essa a recompensa que de mim receberão — oráculo do Senhor!

15. Depois, o presidente faz sua reflexão.

RESPONSÓRIO BREVE

16. Após a leitura e/ou a reflexão, todos se levantam. O presidente prossegue com o responsório, ao qual todos respondem.


R. No meio da assembleia Falou palavras sábias.
R. No meio da assembleia Falou palavras sábias.

V. Deus o encheu com seu Espírito de saber e inteligência.
R. Falou palavras sábias.
Glória ao Pai. 
R. No meio da assembleia Falou palavras sábias.

PRECES E RITO DE COMUNHÃO

17. O presidente inicia com a introdução.

Rendamos a devida glória a Cristo, constituído Pontífice em favor dos homens nas suas relações com Deus; e lhe peçamos humildemente:

℟. Senhor, salvai o vosso povo!

Fizestes resplandecer admiravelmente a vossa Igreja por meio de santos e insignes Pastores;
– que os cristãos se alegrem sempre com o mesmo esplendor. R.

Quando os santos Pastores vos suplicavam, a exemplo de Moisés, perdoastes os pecados do povo;
– por intercessão deles, santificai a vossa Igreja mediante uma contínua purificação. R.

Tendo-os escolhido entre seus irmãos, consagrastes vossos santos, enviando sobre eles o vosso Espírito;
– que o mesmo Espírito Santo inspire aqueles que governam vosso povo. R.

Sois vós a herança dos santos Pastores;
– concedei que nenhum daqueles que foram resgatados pelo vosso sangue fique longe de vós. R.

(intenções livres)

Por meio dos Pastores da Igreja, dais a vida eterna a vossas ovelhas, e não permitis que ninguém as arrebate de vossas mãos;
– salvai os que adormeceram em vós, pelos quais destes a vida. R.

18. Concluindo, o presidente motiva à oração dominical:

Recolhamos agora nossos louvores e pedidos com as palavras do próprio Cristo, e digamos:

e prossegue com o povo, cantando.:

℟. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:

℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.
Pres.: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

CANTO DE COMUNHÃO

MESTRE, BOM É ESTARMOS AQUI
REUNIDOS BEM PERTO DE TI
NO SILÊNCIO E NA PAZ

MESTRE, REUNIDOS NO AMOR
NÓS VIEMOS AO MONTE TABOR
PARA EM TI REPOUSAR

E NÓS CANTAREMOS A MESMA CANÇÃO
UNIDOS NO MESMO CORAÇÃO
E NÓS CANTAREMOS A MESMA CANÇÃO
UNIDOS NO MESMO CORAÇÃO

MESTRE, AO SAIRMOS DAQUI
NÓS IREMOS TEUS PASSOS SEGUIR
COM SEMENTES NAS MÃOS

MESTRE, NÓS QUEREMOS PLANTAR
O TEU REINO EM TODO LUGAR
E CRESCER COMO IRMÃOS

E NÓS CANTAREMOS A MESMA CANÇÃO
UNIDOS NO MESMO CORAÇÃO
E NÓS CANTAREMOS A MESMA CANÇÃO
UNIDOS NO MESMO CORAÇÃO


CÂNTICO EVANGÉLICO
LC 1,46-55

19. O presidente recita a antífona e o coro o Cântico.

No início do primeiro verso após a antífona, todos fazem sobre si o sinal da cruz.

20. O presidente incensa a cruz e o altar. Depois, é incensado, bem como, o povo.

Ant. Ó mestre da Verdade! Ó luz da santa Igreja!
São Jerônimo, cumpridor da lei divina,
rogai por nós a Cristo.

A alegria da alma no Senhor

Minh'alma dá glórias ao Senhor
Meu coração bate alegre e feliz
Olhou para mim com tanto amor
Que me escolheu, me elegeu e me quis
E de hoje em diante eu já posso prever
Todos os povos vão me bendizer
O Poderoso lembrou-se de mim, Santo é seu nome sem fim

O povo dá glórias ao Senhor, seu coração bate alegre e feliz
Maria carrega o Salvador porque Deus Pai, sempre cumpre o que diz
E quando os povos aceitam a lei passa de pai para filho seu dom
Das gerações Ele é mais do que rei, ele é Deus pai, ele é bom

Minh'alma dá glórias ao Senhor
Meu coração bate alegre e feliz
Olhou para mim com tanto amor
Que me escolheu, me elegeu e me quis
O orgulhoso Ele sabe dobrar, o poderoso Ele sabe enfrentar
O pobrezinho Ele defenderá, não nos abandonará

O povo dá glórias ao Senhor, seu coração bate alegre e feliz
Maria carrega o Salvador porque Deus Pai, sempre cumpre o que diz
Quem tem demais qualquer dia vai ver o que é ter fome e não ter pra comer
Quem passa fome comida terá, eis que a justiça virá

Minh'alma dá glórias ao Senhor
Meu coração bate alegre e feliz
Meu povo já sente o seu amor, Ele promete, Ele cumpre o que diz
Aos nossos pais Ele um dia jurou
Ele é fiel e jamais enganou, estamos perto da era do amor
Bendito seja o Senhor

Ant. Ó mestre da Verdade! Ó luz da santa Igreja!
São Jerônimo, cumpridor da lei divina,
rogai por nós a Cristo.

ORAÇÃO

21. Terminado a oração dominical, o presidente diz ou canta:

Oremos.

E todos oram com o mesmo, por algum tempo, em silêncio.

Então o presidente reza a oração.

Ó Deus, que destes ao presbítero São Jerônimo profundo amor pela Sagrada Escritura, concedei ao vosso povo alimentar-se cada vez mais da vossa palavra e nela encontrar a fonte da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
℟. Amém.

ORAÇÃO VOCACIONAL

Enviai, Senhor, muitos operários
Para a vossa messe
Pois a messe é grande, Senhor
E os operários são poucos!

22. Todos juntos rezam a oração vocacional:

℟. Jesus, mestre divino que chamastes os apóstolos para vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas. E continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas, dai forças para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade.
℟. Amém.

CONCLUSÃO DA HORA

23. Concluindo o ofício, dá-se a bênção final.

L. Caros irmãos, o nosso amador Pastor, por graça da Santa Sé Apostólica, Bispo desta Igreja, em nome do Sumo Pontífice, dará a bênção com a indulgência plenária a todos aqui presentes, verdadeiramente arrependidos, confessados e restaurados pela sagrada comunhão. Rogai a Deus, pelo Santo Padre, o Papa, por nosso Bispo e pela santa Mãe Igreja, e esforçai-vos por viver em sua plena comunhão e santidade de vida.
℟. Amém.

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

Diác ou Sac: Inclinai-vos para receber a bênção.

E o bispo, com as mãos estendidas sobre o povo, diz:
℣. Pelas preces e méritos da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os Santos, o Senhor todo-poderoso e cheio de misericórdia vos conceda tempo verdadeiro e frutuoso arrependimento, coração sempre penitente e emenda da vida, perseverança nas boas obras, e perdoando todos os vossos pecados, vos conduza à vida eterna.
℟. Amém.

℣. Pela intercessão dos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito + Santo. 
℟. Amém.

Então o presidente conclui.

℣. Ide em paz, este Ofício acabou.
Bendigamos ao Senhor.
℟. Graças a Deus.

23. E, como no início, todos se retiram.

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